Ministério Público denuncia ação conjunta de PT e PCC para coagir sem-teto


Baseados em depoimentos, Ministério Público denúncia dezenove integrantes de movimentos sem-teto de São Paulo por crime de extorsão. Denuncia acusa que os moradores eram compelidos a ‘votar em integrantes do PT’.

 

Em denúncia oferecida pelo Ministério Público, assinada pelo promotor Cassio Roberto Conserino, dezenove membros dos movimentos: Movimento Luta Social pela Moradia (MLSM), o Movimento dos Sem-Teto do Centro (MSTC), o Movimento de Moradia do Centro (MMCR), o Movimento Terra de Nossa Gente (TNG) e o Movimento de Moradia para Todos, são acusados do crime de extorsão.

Uma das líderes, ‘obteve acréscimo patrimonial consistente’. Ela comprou um Toyota Triton (2016), uma moto Triumph (2015) e um apartamento no Centro de SP, que ela locava.

 

Preta Ferreira, liderança do Movimento Sem Teto do Centro (MSTC) e apresentadora do ‘Boletim Lula Livre’, foi presa em 25.jun.19, por cobrar aluguel dos ocupantes do prédio que desabou em 2018, no centro da cidade de São Paulo.

O esquema denunciado funcionaria da seguinte forma, segundo Conserino: os movimentos ocupavam os edifícios e cobravam aluguel das vítimas. Caso não pagassem, “perpetravam todo tipo de ameaças e/ou violência para expulsar o ‘inadimplente’ do edifício”. O PCC auxiliava a liderança neste tipo de pressão, como informa Veja.

Além das ameaças, os moradores eram compelidos ‘a votar em integrantes do PT, mudar o título eleitoral para o centro de São Paulo, participar de invasões a novos prédios e, por fim, participar de atos em apoio ao ex-presidente Lula e à ex-presidente Dilma’.

Veja ressaltou que o MSTC, acusado por Cássio Conserino no balaio da acusação, se defende e afirma que o valor cobrado por família (200 reais) é decidido em assembleia com no mínimo 80% de quórum. O MSTC, do qual Carmen Silva, cujos filhos estão presos [Preta Ferreira, que é publicitária e articuladora cultural, e Sidney Silva, educador], é presidente, conta com 2 mil membros que já foram contemplados com casa própria. Em processos semelhantes a que respondeu no passado, foi inocentada.

O movimento lembra que Cassio Roberto Conserino, autor da denúncia, foi condenado a pagar indenização de R$ 60 mil por danos morais a Lula por causa de um post no Facebook em que se referia ao ex-presidente como “encantador de burros”. Advogado do MSTC, Lúcio França diz que prisões são políticas, ilegais e que visam à destruição do movimento de moradia em São Paulo.

O MSTC esclarece que é notório, e já está comprovado em um processo encerrado em janeiro de 2019, que a atividade das lideranças presas impedia a entrada do crime organizado nos locais de moradia. Havia um conflito entre o PCC e as lideranças – e não o contrário.

1 Comentário

  1. Avatar
    Silvio Roberto de Oliveira
    23 de julho de 2019
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    Lei seca para esses manipuladores de desinformados e que usavam disso para aumentar seu patrimônio.

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